Nov 10, 2006
Situada no litoral norte de Santa Catarina, a Baía de Babitonga, assim como boa parte dos estuários brasileiros, é formada por uma extensa biodiversidade. Além dos manguezais, no interior da Baía ainda são encontradas praias arenosas e margens rochosas que constituem o habitat das mais diversas espécies de fauna e flora.
Vítima de um processo desregrado de ocupação, Babitonga vem sofrendo ao longo dos anos sérias ameaças à sua conservação. Além da poluição das águas, que recebem os dejetos das industrias e do esgoto doméstico de Joinville, o desmatamento e o assoreamento acelerado, a caça clandestina, a ocupação ilegal e a pesca predatória completam o triste panorama que levou Babitonga a ser incluída numa lista elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade dos mamíferos marinhos
Uma das espécies mais ameaçadas naquela região é a dos golfinhos Franciscana. Esta espécie, encontrada na região Sul do país, também circula pelos litorais uruguaio e argentino. A pesca predatória nessas regiões rapidamente incluiu os Franciscanas na lista de animais em risco de extinção.
Poucos esforços tem sido feitos, no entanto, para a preservação desses animais. Uma das defensoras dos Franciscanas é a bióloga Marta Cremer. Responsável pela descoberta da existência da espécie em Babitonga, Marta tem contribuído com importantes estudos sobre o ecossistema da região.
Com base em um desses estudos o IBAMA propôs a criação de uma reserva de proteção da vida nativa na região. O governo do Estado de Santa Catarina, contudo, tem se movimentado abertamente contra o projeto, em favor da criação de uma área que facilite a circulação portuária para o escoamento da produção local.
Apesar da oposição e do forte lobby do governo estadual, o projeto da reserva foi enviado a Brasília. A WSPA pede que todos colaborem com a aprovação da criação da reserva em Babitonga enviando um e-mail para a ministra do Meio-Ambiente Marina Silva (marina.silva@mma.gov.br) e para o presidente do IBAMA, Dr. Marcus Barros (marcus.barros@ibama.gov.br).