Apr 7, 2006
Foi lançado no mês de março deste ano, em Manaus (AM), a terceira edição do projeto Arca Amazônica, da WSPA BR (Sociedade Mundial de Proteção Animal). A idéia central é formar professores capazes de realizar em suas escolas e comunidades um projeto de Educação Humanitária voltado para o bem-estar animal, inspirado pelo programa “Respeito a Todas as Formas de Vida”, desenvolvido pela WSPA, na América Central.
Inaugurado em 2000, no Rio Uatamã (AM), com o apoio do Ibama, da AMPA (Associação de Amigos do Peixe-Boi) e da CPPMA (Centro para Pesquisa e Proteção dos Mamíferos Aquáticos) o projeto se estendeu, a partir de 2003, para a região do Baixo Amazonas, nos municípios de Parintins e Nhamundá (AM); Terra Santa e Faro (PA).
Além da parte pedagógica, o Arca Amazônica desenvolve um trabalho de conscientização ambiental junto aos agricultores da região. Um dos temas trabalhados com esse público é o da Permacultura (Cultura Permanente), que aborda uma forma de produção ecologicamente mais sustentável. Os resultados têm se mostrado bastante positivos: em outubro de 2005, o Arca Amazônica, em parceria com o Instituto de Permacultura da Amazônia, realizou, em Boa Vista do Ramo (Parintins), o primeiro curso sobre Permacultura – que reuniu os principais representantes das comunidades rurais de Parintins, Nhamundá e Terra Santa.
Já são visíveis as transformações ocorridas nas regiões envolvidas no projeto. Nas Comunidades da Valéria, por exemplo, a atividade de captura de animais para entretenimento turístico foi totalmente substituída pela venda de artesanato local. As crianças dessas comunidades também têm se engajado na causa do bem-estar animal: muitas delas abandonaram o antigo estilingue – usado para machucar pequenos animais, para tornarem-se participantes ativas de um projeto local de preservação das tartarugas.
Este ano mais de 70 professores participaram do projeto, levando conteúdo pedagógico para mais de 3.500 crianças.