Jul 17, 2006
Com uma enorme extensão geográfica e variedade de ecossistemas, o Brasil é dono de um magnífico patrimônio biológico. Isto é motivo de grande orgulho, mas ao mesmo tempo, envolve uma imensa responsabilidade em criar e implementar estratégias de proteção desses locais e da vida selvagem que neles habita.
Em outubro de 2003 foi criado o Instituto de Estudos de Ecologia de Mamíferos Marinhos- Ecomama, para desenvolver pesquisas científicas e promover a proteção de mamíferos e dos ecossistemas marinhos. Desde maio de 2004, o Ecomama participa ativamente da campanha WSPA contra a caça às baleias (Whalewatch).
Em agosto de 2004, o grupo começou a colher informações sobre o comportamento dos golfinhos-flíper para elaborar estratégias de proteção no Arquipélago das Cagarras, na costa do Rio de Janeiro. Além de golfinhos, baleias Orcas aparecem nessa área durante a primavera, procurando alimento. Baleias-jubarte e baleias francas também usam o arquipélago como área de descanso.
A interação dos golfinhos com os visitantes das Cagarras muitas vezes tem resultados negativos. Desinformados, os turistas geralmente não conseguem evitar danos irreparáveis aos golfinhos e a seu habitat. O turismo não controlado e sem regras, envolvendo pesca predatória e mergulho em locais proibidos, pode se constituir em uma séria ameaça aos golfinhos.
Em agosto de 2005 foi implementado um programa educativo conhecido como “Preservando a Convivência”, com o apoio da “Cetacean Society International”. Com esse programa, os visitantes começaram a receber panfletos e adesivos explicativos, que são distribuídos e afixados nos barcos de turismo. A bordo encontram-se textos explicativos sobre a importância da biodiversidade marinha do arquipélago e de se proteger os golfinhos e seu habitat. Além disso, são feitas palestras para grupos de mergulhadores e agentes de turismo. A mensagem de proteção tem sido muito bem recebida, contribuindo para que num futuro próximo, os danos ambientais sejam reduzidos por meio da conscientização de que os golfinhos merecem admiração, bons tratos e respeito.
Matéria extraída da edição número 7 da revista Global Net Work, editada pela WSPA-UK.