Oct 25, 2006
Nem a chuva desanimou os representantes da Associação Protetora dos Animais do DF (Proanima), afiliada WSPA, que protestaram em frente ao Lê Cirque, na noite de domingo (22/10).
Munidos de cartazes e panfletos,os membros da Proanima protestaram contra ouso de animais nos espetáculos do Lê Cirque. Segundo a ONG, o circo oferece condições precárias de saúde e bem-estar para os animais, além de péssimas condições de trabalho para os funcionários, e de segurança para o público.
- Conseguimos conscientizar alguns espectadores a não serem coniventes como abuso de animais nos espetáculos. Muitos desistiram de entrar no circo, conta a presidente do Proanima, Simone Gonçalves de Lima.
Segundo Simone, o Lê Cirque chegou a chamar a polícia para retirar os manifestantes do local, mas como a área é pública a polícia nada pôde fazer.
Os casos de maus tratos a animais são constantes no Lê Cirque. De acordo com o Ibama, dois chipanzés estavam com os dentes caninos superiores e inferiores arrancados. O hipopótamo encontrava-se em um container pequeno com um nível reduzido de água- o que é inadequado para o animal que costuma ficar submerso. O rinoceronte também estava sem espaço para andar e os quatro elefantes se encontravam com os tornozelos presos por correntes.
Depois de constatar os maus-tratos, o Ibama multou o dono do Lê Cirque em R$ 3,4 mil e o notificou a apresentar documentos que comprovem a origem dos animais. A perícia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) e técnicos do Jardim Zoológico de Brasília confirmaram as irregularidades apontadas pelo Ibama. A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente (Prodema) requisitou que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil vistoriem o local. Os resultados dos trabalhos
vão embasar o parecer final do Ministério sobre a situação do circo.
fonte: Correioweb