Nov 9, 2006

Nem democratas, nem republicanos. A mais recente vitória nos EUA foi conquistada pelos grupos de proteção animal. Durante as eleições de novembro (que além de definirem os novos membros do Congresso e do Senado, também servem para decidir sobre importantes temas regionais), eles conseguiram que o estado do Arizona, no Sul do país, implantasse uma lei que proíbe a produção da carne de vitela, e a criação de porcas gestantes em pequenos estábulos.
A carne de vitela, mais conhecida como Baby Beef, é a carne de bezerros machos. Geralmente, esses filhotes são levados ainda com pouquíssimos dias de vida para uma pequena baia de madeira, sem espaço algum para que exerçam funções básicas, como se virar ou andar. Eles vivem alguns meses nessas condições, e quando atingem o tamanho ideal são abatidos. Já as porcas grávidas, nos dias finais da gravidez, são mantidas em pequenas gaiolas que não lhes permitem qualquer tipo de movimento. Elas ficam em pé, sem descanso, durante dias.
A WSPA parabeniza o importante e árduo trabalho desses grupos em defesa da vida dos milhares de animais de produção, que fazem parte da cadeia de produção intensiva dos EUA. A campanha que mobilizou a população em favor da lei foi impulsionada por importantes organizações afiliadas à WSPA; como a Sociedade Humanitária dos EUA, Sociedade Humanitária do Arizona, Liga de Defesa Animal do Arizona, e Santuário Rural.
Para Peter Davies, diretor geral da WSPA, a decisão do estado do Arizona é uma grande conquista para os defensores do bem-estar animal nos EUA. “Aplaudimos o trabalho das organizações envolvidas nessa vitória histórica. Além de garantir a vida, e melhorar as condições de criação de milhares de animais, essa iniciativa institui um marco legal para que outros estados e até mesmo outros países adotem medidas semelhantes”, diz.
Davies lembra, contudo, que apesar da evolução dos dispositivos legais de bem-estar animal na Europa e na América do Norte, ainda há muito que ser feito nos países em desenvolvimento. “Enquanto alguns países começam a definir leis e regras para melhorar as condições de criação nas fazendas, países em desenvolvimento incrementam a produção de animais sem qualquer regulamentação adequada aos princípios de bem-estar.”
Os próximos passos da WSPA são em direção à China e ao Brasil - dois dos maiores produtores mundiais de animais - no sentido de divulgar novas técnicas de produção mais humanitárias, e para alertar sobre o importante papel que tem o consumidor na escolha de produtos que tenham sido produzidos a partir de métodos que respeitem o bem-estar dos animais.
Para atingir esse objetivo, a WSPA criou o projeto Fazenda Modelo; uma parceria com o Instituto de Animais de Produção (FAI), baseado em Oxford, Inglaterra, e que em breve será implantado em ambos os países, para mostrar que a conciliação entre produção comercial rentável e bem-estar animal é possível.
WSPA has launched an international campaign to spread awareness of humane and sustainable farm practices to developing countries.
In many of these countries the practice of cruel, intensive factory farming is exploding.
WSPA’s Model Farm Project, in partnership with the Food Animal Initiative (FAI), will start in Brazil and China - two of the world’s biggest meat producing countries.
The project will act as a flagship example of alternative farming systems for chickens, pigs and cows that adhere to improved welfare standards.
The project also aims to raise awareness of inhumane farming practices and encourages Brazilian and Chinese consumers to purchase meats, milks and eggs that have been reared on farms that take the animal’s welfare into consideration.