Jan 26, 2007
O maior produtor de porcos do Canadá, Maple Leaf Foods, foi incentivado pela Coalizão Canadense para Animais de Produção (CCFA) e pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) a seguir o modelo da Smithfield Corporation, o maior dos Estados Unidos, que se comprometeu a não usar mais gaiolas parideiras até 2010.
“Nós estamos pedindo à Maple Leaf Foods, maior produtor do Canadá, que siga a Smithfield e termine com esse método cruel de confinamento”, afirma John Youngman, diretor da CCFA. “Essa seria uma forte mensagem à indústria de porcos de que não há espaço para as gaiolas parideiras no Canadá”, completa. O plano da Smithfield é possibilitar o movimento e a socialização desses animais.
Estima-se que mais de 1,6 milhão de porcas vivam confinadas dessa maneira em gaiolas que medem cerca de 60cm de largura por 2m de comprimento. Como as gaiolas são estreitas, as porcas não podem se virar. O especialista em animais de produção, Dr. Temple Grandin, simplifica ao afirmar que “é como se você estivesse pedindo a um porco para viver num assento de avião”.
“Essa prática é considerada tão cruel que toda a Europa votou para banir as gaiolas até 2013. A Flórida e o Arizona também votaram pelo fim dessa prática. É uma enorme vitória para o bem-estar animal”, afirma a diretora regional da WSPA no Canadá, Silia Smith.
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