Dia do Golfinho - proteção contra o sofrimento de baleias, botos e golfinhos no Japão

Sep 1, 2008

A dolphin is herded to be slaughtered on the coast of Japan

No dia 3 de setembro, a equipe e os colaboradores da WSPA na Holanda, nos EUA e no Reino Unido irão fazer protestos pacíficos na frente das embaixadas e consulados japoneses. O Dia do Golfinho tem por objetivo chamar atenção para as violentas caças que acontecem em águas japonesas, convencendo as autoridades de que uma mudança política é urgente e necessária.

Mais de três mil golfinhos e botos são abatidos cruelmente todo os anos para consumo. Os pescadores forçam os golfinhos a entrar em águas rasas usando redes amarradas entre os barcos. Logo que os golfinhos estão presos nessas águas rasas, os pescadores os matam brutalmente.

A prática alternativa de caça não é menos cruel: mais de 17 mil golfinhos, baleias e botos são mortos todos os anos na costa japonesa com arpões simples, em forma de lança. Não há dúvidas de que ambos os métodos de abate resultam em agonia e sofrimento para esses animais inteligentes e sociais.

A caça de aproximadamente 20 mil golfinhos, baleias e botos no Japão todos os anos é a de maior proporção em todo o mundo.

Cativeiros: a demanda pela crueldade

Nem todos os golfinhos recolhidos pelo método de captura em águas rasas são abatidos. Muitos são capturados e vendidos para ser exibidos em aquários e parques marítimos no Japão e internacionalmente. Freqüentemente eles são feridos e sempre sofrem algum tipo de trauma durante esse processo.

A demanda por golfinhos vivos – especialmente os mais jovens – é o principal incentivo econômico para que essas caças cruéis continuem.

Claire Bass, Gerente de Programas da WSPA, explica:

— As caças aos golfinhos no Japão são baseadas no lucro. O comércio de golfinhos para exposição ao público, em cativeiros, é o suporte principal da caça em águas rasas. Antes de visitar aquários e parques que têm golfinhos como atrações, as pessoas deveriam pensar seriamente para onde seu dinheiro está indo.

Um destino pior que a morte?

Dolphins are coerced to behave unnaturally in captive surroundings

Uma vez em cativeiro, as necessidades que os golfinhos têm não podem ser atendidas. Estudos indicam que as taxas de mortalidade aumentam seis vezes mais após a captura e que a expectativa de vida diminui drasticamente.

Os animais que sobrevivem são sujeitos a uma vida de confinamento, incapazes de expressar seu comportamento natural e de interagir socialmente, além de estar expostos a doenças e moléstias provenientes desses habitats artificiais.

Viver confinado em um tanque de água não é vida para essas criaturas que evoluíram para viver em vastos e complexos oceanos.

Leia mais sobre o sofrimento dos golfinhos cativos >>

Um problema internacional

Embora o Japão seja o foco no dia 3 de setembro, a captura de golfinhos é uma prática inerentemente cruel, extremamente violenta e potencialmente letal, onde quer que aconteça.

Os parques marítimos com golfinhos estão espalhados por todo o mundo, muitos ainda explorando animais selvagens para expô-los em seus cativeiros. Para cada golfinho capturado vivo, estima-se que pelo menos outro seja ferido ou morto durante o processo de captura.

Infelizmente, os 20 mil golfinhos, baleias e botos mortos todos os anos na costa japonesa não estão sozinhos: caças e capturas acontecem em diferentes partes do mundo. Os motivos podem até variar, mas todas essas práticas envolvem sofrimento para os animais.

Como você pode ajudar

Combata a demanda de golfinhos vivos recusando-se a visitar quaisquer aquários ou atrações turísticas que mantenham golfinhos em cativeiro, assim como botos e baleias. Certifique-se de dizer ao seu guia turístico ou nos escritórios regionais de turismo por que você não apóia lugares que mantêm golfinhos confinados.

Você também pode dizer ao consulado do Japão no Brasil como se sente em relação à crueldade das caças e ao comércio de golfinhos vivos para uma vida de sofrimento. Mande um e-mail para consularjapao@yawl.com.br

Saiba mais sobre o Dia do Golfinho no site da organização Save Japan Dolphins (conteúdo em inglês) >>

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