É hora de dizer “não” à crueldade com as baleias na costa do Japão

Jun 19, 2009

Um acordo de caça de baleias costeiras para o Japão, irá acarretar no abate de mais baleias todos os anos

Até agora quase 70.000 pessoas de 63 países jᬠassinaram a ação da WSPA que pede por um “Não à crueldade com as baleias” na 61° reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB).

Membros da rede Whalewatch estão apresentando a diversos governos a carta assinada pelos apoiadores da ação, enquanto os países-membros da CIB vão decidir se vão se comprometer num processo que permitirá ao Japão caçar 750 baleias mink costeiras num período de cinco anos.

Isso está sendo considerado um acordo para que o Japão diminua sua alegada “caça científica”.

O voto pela caça comercial costeira de baleias ocorrerá na reunião da CIB na próxima semana.

Um precedente perigoso

No entanto, qualquer redução não seria obrigatória. E o Japão já ofereceu deixar de caçar apenas vinte e nove baleias.

Como uma consequência inevitável, a Coreia anunciou que irá exigir o mesmo tratamento caso o Japão receba permissão para a caça costeira de baleias.

“Milhões de pessoas de todo o mundo querem que essa prática cruel e desnecessária seja abolida. Ainda assim, a CIB cogita fazer parte desse acordo obscuro que é um tiro na proibição da caça”, disse Claire Bass, Gerente do Programa de Mamíferos Marinhos da WSPA.

“A CIB está numa ladeira escorregadia. Esse acordo estabeleceria um precedente extremamente perigoso, abrindo caminho para uma retomada mundial da caça comercial costeira de baleias”.

Nações que praticam tal caça já mataram mais de 1.700 baleias desde que as negociações começaram, sinalizando sua falta de comprometimento com o processo .

A WSPA acredita que continuar essas negociações unilaterais com o Japão seria um desperdício do tempo e dos recursos da CIB.

O futuro da CIB

Uma indústria crescente: a observação eticamente correta de baleias respeita o bem-estar animal e cria novos meios de subsistência

A comunidade de ONGs pró-baleias acredita que a CIB perdeu seu senso de perspectiva.

Apenas três países querem praticar a caça comercial de baleias e, ainda assim, no atual processo “O Futuro da CIB” – no qual o acordo com o Japão foi concebido – está quase que exclusivamente voltado para atender às demandas deles.

Claire Bass continuou: “Está se tornado cada vez mais claro que a batalha contra a caça comercial de baleias precisa ser travada e ganha nas nações que praticam a caça, não na CIB”.

Enquanto isso, o turismo de observação de baleias – uma indústria de 1,25 bilhão de dólares ao ano e incentivada por mais da metade dos países-membros da CIB –, está sendo deixada de lado completamente.

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