Dec 18, 2009

Cerca de 30.000 bovinos e ovinos morreram na quinta-feira, 17 de dezembro, na costa do Líbano, durante o naufrágio do navio panamenho “Danny F II”, que transportava animais de Montevidéu, no Uruguai, para Tartous, na Síria. O navio levava ainda 83 pessoas, entre tripulantes e passageiros.
Segundo informações da BBC, apenas 31 sobreviventes do naufrágio foram resgatados até o momento. Embora o acidente tenha sido uma enorme tragédia, a WSPA também alerta para a situação dos animais.
O “Danny F II” partiu de Montevidéu no dia 23 de novembro com cerca de 18.000bois e 10.000 ovelhas em direção à Síria. “O sofrimento desses animais por 24 dias dentro do navio e a sua morte em massa chamam a atenção para o problema do transporte de animais por longas distâncias”, afirma Ingrid Eder, gerente da campanha da WSPA Brasil contra a exportação de gado em pé.
Durante a jornada, os animais passam por situações extremas, desde desconforto e estresse térmico, até privações de água e comida. No navio, são esmagados contra animais estranhos, que não pertencem ao seu círculo social, podendo sofrer ferimentos na agitação. Desidratação, traumas e doenças respiratórias já causam, em geral, uma alta taxa de mortalidade.

Só em 2009, o Brasil já exportou quase 120.000 bovinos para o Líbano, tendo sido utilizado, inclusive, o navio “Danny F II”, que apresentava condições muito precárias para os animais e para as pessoas.
A WSPA, desde fevereiro de 2008, vem denunciando, em todo o mundo, a crueldade por trás do transporte de longas distâncias de animais vivos para o abate e promovendo sua substituição pelo transporte de carne congelada ou resfriada.
Em relação à exportação brasileira de bovinos, recentemente foi lançado pela WSPA Brasil um relatório que aponta as desvantagens econômicas desse tipo de comércio para o país.
Acesse o relatório "Desvantagens Econômicas da Exportação Brasileira de Gado em Pé. >>