Aug 25, 2009

Em média, 55 mil a 70 mil pessoas morrem de raiva por ano e 10 milhões são submetidas a tratamento profilático anti-rábico (soro ou vacina). Esses números são uma estimativa feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
As campanhas de vacinação têm imunizado boa parte da população de cães e gatos do país, mas mesmo assim casos da doença continuam a aparecer. Dados da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde (SVS) mostram que no último ano houve uma redução nos casos de raiva canina, passando de 83 em 2007 para 36 em 2008, concentrados nas regiões Nordeste (55,5%), Norte (27,8%) e Centro-Oeste (16,7%).
No entanto, a raiva silvestre tem se destacado. Em 2008 houve três registros da doença transmitida por meio de animais silvestres, havendo mais de 100 animais identificados com a doença, entre eles morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue) e não hematófagos.
O doutor em medicina veterinária e Gerente de Produto da Merial Saúde Animal, Leonardo Brandão, adverte sobre a principal forma de transmissão da doença em humanos no país:
– No Brasil, o cachorro é a principal fonte de infecção para o homem. Depois de mordido por outro animal raivoso, o cão pode levar algumas semanas para desenvolver a doença. Após o aparecimento dos sintomas a evolução é rápida: dentro de 1 a 11 dias, o animal morre por convulsões e paralisia.
É importante lembrar que o cão não é a única fonte de transmissão da doença. A maior ocorrência da raiva canina em humanos ocorre porque essa espécie tem maior convívio social com o homem. Sendo os animais silvestres reservatórios primários para a raiva na maior parte do mundo, é essencial que os donos de pets que habitam áreas rurais tenham atenção redobrada. Segundo Brandão, é preciso ficar atento a cães e gatos que habitam essas regiões:
– Os pets que vivem em residências próximas a esses locais estão mais propensos a contatos com morcegos, canídeos silvestres e primatas, por isso, os proprietários devem estar atentos à vacinação anual.
A prevenção ainda é a única forma de eliminar a doença. A transmissão é feita por meio de lambidas ou mordidas, ou seja, do contato direto da saliva contendo o vírus rábico. Pode ocorrer, ainda, contágio por arranhões, pois a salivação intensa dos animais doentes contamina as patas.