Oct 12, 2010
Diante do verão mais seco que atingiu a árida região de El Chaco, na Bolívia, nos últimos 20 anos, a WSPA começou a fornecer água, na tentativa de salvar um número aproximado de 14 mil animais de morte iminente.
Desde novembro do ano passado, todas as nove províncias da Bolívia - que é a mais pobre da América do Sul - foram afetadas por um acentuado declínio dos índices pluviométricos, ocasionando a redução, sobretudo em áreas rurais, dos níveis dos reservatórios de água, até mesmo aqueles destinados ao consumo humano, levando à perda de animais de produção.
Desde que o governo boliviano decretou estado de emergência na vasta área ao sul da região de El Chaco, a equipe do Escritório Regional da WSPA para a América do Sul (exceto o Brasil) logo tratou de viajar da Colômbia para a Bolívia, para examinar a situação dos animais nesse local que tanto depende da agricultura.
Os profissionais da área de Gerenciamento de desastres consideraram crítica a situação dos animais nas regiões mais afetadas, a saber, Charagua, Byuiye e Cuevo, sobretudo no que diz respeito aos animais de produção: a água fornecida pelo governo é insuficiente até mesmo para abastecer as 19 mil pessoas afetadas na área, e a situação ainda se agrava na medida em que, segundo as previsões, a seca deve se estender até meados de dezembro.
A WSPA lançou um programa de 60 dias, financiando três caminhões-pipa com capacidade para 15 mil litros de água para poder, no mínimo, duas vezes ao dia, abastecer fazendas de animais de produção, embora o abastecimento também se destine a cães, porcos, cavalos e cabras.
Contudo, essa intervenção deve ser vista como uma medida tomada em caráter temporário, enquanto o governo começa a cavar mais poços nas comunidades agrícolas da área, e planeja formas de armazenamento que visem evitar, no futuro, o esgotamento da água ou sua rápida evaporação.
Luis Carlos Sarmiento, Diretor Regional daWSPA América do Sul (exceto o Brasil), afirmou que: “Essa é uma época difícil para os animais da região de El Chaco, na Bolívia; é muito triste ver animais morrerem e, o que é ainda mais duro, saber que os índices pluviométricos continuarão baixos. Realmente, precisamos participar; contudo, no momento, além de trazermos socorro em uma situação de emergência, também estamos colaborando com os esforços das autoridades locais, para garantir que os animais não pereçam mais uma vez. A comunidade local sabe que a estação da seca pode se prolongar, de modo que precisamos fazer provisões para cuidar de seus valiosos animais, não somente para o próprio bem destes, mas também para assegurar a subsistência e resguardar o futuro do povo.”
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