Apr 13, 2011

No próximo dia 15 de abril, ONGs de proteção animal e ativistas independentes estarão novamente unidos em Florianópolis para uma manifestação pacífica contra a Farra do boi e as Puxadas de cavalos, realizadas todo ano em Pomerode e outras cidades de Santa Catarina.
Entre as organizações envolvidas, estão o Instituto Ambiental Ecosul, a ApraBlu (ambas ONGs afiliadas à WSPA), a AMA Bichos, o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, além de outras 30 entidades catarinenses e nacionais. Na ocasião, será entregue um abaixo-assinado à Assembléia Legislativa solicitando a criação de uma lei que determine a proibição das puxadas em todo o Estado.
A Farra do Boi é um dos rituais mais violentos que envolvem maus-tratos contra animais. O evento acontece com mais frequência durante a Quaresma. Esse período se inicia na Quarta-feira de Cinzas e termina na Sexta-feira Santa.
Desobedecendo a decisão judicial do Supremo Tribunal Federal de 1997 (que considera a Farra do Boi crueldade contra os animais e proíbe sua realização), o artigo 225 da Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais, a Farra do Boi infelizmente ainda é praticada por “tradição” em algumas comunidades catarinenses.
Na Farra do Boi, centenas de pessoas (geralmente alcoolizadas) perseguem bois soltos nas ruas a pé, em motos ou automóveis. Os animais, acuados e com medo, são torturados e maltratados: se lançam contra cercas de arame farpado, invadem residências e estabelecimentos comerciais, e entram no mar. Normalmente, os bois morrem em decorrência dos ferimentos, afogados, ou são posteriormente abatidos para se transformarem em churrasco para os participantes.
Já "puxada de cavalos" é uma competição que obriga uma parelha de cavalos a arrastar uma carreta conhecida por "Zorra", sem rodas, com sacos de areia cujo peso total varia de 1.000 a 2.500kg por um percurso de 24 metros em uma pista improvisada com lama.
Arrastar esta carga em uma carreta sem rodas em um trecho de chão e lama pode dobrar o peso da carga devido ao atrito com o solo. O esforço físico exagerado imposto aos animais leva a um quadro de exaustão e destruição da estrutura muscular, insuficiência renal e sofrimento orgânico, que pode culminar em suas mortes.
Ocorre ainda a sobrecarga das funções cardiovascular e respiratória, com elevação da pressão arterial, e um enorme sofrimento mental pela situação de subjugação e estresse a que o animal é submetido.
Em abril do ano passado, um grupo de ativistas pelos direitos dos animais que protestava pacífica e ordeiramente foi brutal e covardemente agredido pelos praticantes de uma puxada de cavalos em Pomerode, o que culminou em vários manifestantes hospitalizados com ferimentos e fraturas graves.
Outras organizações parceiras também estão promovendo o abaixo-assinado em suas regiões de atuação.
Escreva educadamente protestando e solicitando providências das seguintes autoridades catarinenses:
Comandante da Polícia Militar de SC- Cel. Nazareno Marcineiro
cmtg@pm.sc.gov.br
Sub Comandante da Polícia Militar de SC-Cel. Valdenir Cabral
subcmtg@pm.sc.gov.br
Ouvidoria Geral do estado de SC-
Cel. Dejair Vicente Pinto-Ouvidor Geral
ouvidoria@ouvidoria.sc.gov.br
CME-Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente
Ministério Público de SC
CME@mp.sc.gov.br
Informações: Insitituto Ambiental Ecosul
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