Mar 28, 2011

O Ministério da Saúde divulgou, no último dia 23/03, a retomada da Campanha Nacional Antirrábica em todo o país. Ela será divida em duas etapas: no mês de julho, oito estados farão a vacinação; em setembro, cães e gatos de outros 17 estados deverão ser imunizados. As vacinas começarão a ser distribuídas entre as Secretarias Estaduais de Saúde a partir de maio.
Ao todo, serão adquiridas 32 milhões de doses para vacinar uma população estimada em 29 milhões de animais. O Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR), fornecedor da vacina há 30 anos, será o laboratório responsável pela produção e oferta das doses.
Em 2010, após registros de graves efeitos adversos que levaram ao sofrimento e até a morte de centenas de animais, a WSPA uniu-se a centenas de ONGs de proteção animal para solicitar ao Ministério da Saúde a suspensão imediata da campanha em todo território nacional, assim como a investigação minuciosa da vacina. Fabricadas pelo laboratório Biovet e distribuídas pela Tecpar, as vacinas geraram na ocasião 637 reações adversas registradas pelo Ministério da Saúde. Dessas, 265 (41,6%) foram consideradas graves – morte ou choque anafilático.
O Ministério da Saúde, então, submeteu algumas amostras a novos testes pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), responsável pela aprovação liberação de produtos veterinários no Brasil. As análises mostraram que algumas amostras tiveram resultado insatisfatório quanto à inocuidade – que é capacidade de um produto produzir nenhuma reação inesperada. Os resultados ainda mostraram ocorrência de reações graves acima do esperado.
Com isso, todas as doses que ainda estavam com o Ministério e as Secretarias Estaduais de Saúde foram recolhidas pelo fornecedor para reposição posterior.
A Gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosângela Ribeiro, afirma que, neste ano, a organização estará novamente atenta ao andamento da campanha: “Vamos ficar em alerta quanto às reações adversas e não permitir que ocorram os mesmos erros do ano passado.”, adianta Rosângela.
Para a Gerente, os problemas com a vacinação em 2010 enfraqueceram a credibilidade das campanhas. "Muitas pessoas têm deixado de vacinar seus animais. Isso é grave porque a raiva não tem cura e pode afetar o ser humano. É imprescindível que as pessoas voltem a confiar e aderirem à campanha de vacinação em massa contra a Raiva. Por isso, a campanha deve oferecer segurança, e não causar sofrimento e mortes desnecessárias", comenta Rosângela.
(Fonte: site do Ministério da Saúde)
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