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São os programas de vacinação em massa de cães que controlam a Raiva, independentemente de região, clima ou sistema político.
Se 70% dos cães de uma região forem vacinados, haverá uma diminuição natural dos casos de Raiva. Dando continuidade aos programas de vacinação por mais alguns anos, a Raiva será erradicada, poupando cães de sofrimentos terríveis e dando proteção e alívio às suas comunidades.
Em 1983, a América Latina passou a realizar campanhas de vacinação antirrábica visando à erradicação da doença entre seres humanos. A opção por este método humanitário gerou ótimos resultados: os casos de Raiva canina na região caíram de 25 mil em 1977, seu ano de pique, para apenas 196 em 2011 – uma queda de 99%! Da mesma forma, a raiva humana teve uma queda de 96%, com somente 15 casos tendo sido registrados em todo o continente.
A eficácia das campanhas de vacinação está mais do que comprovada: os casos de Raiva canina foram praticamente reduzidos a zero depois de terem chegado a 5 mil por ano em Buenos Aires, 1 mil em Lima e 1,2 mil em São Paulo.
Em 2007, uma campanha de vacinação maciça de cães foi lançada com o apoio da Bill and Melinda Gates Foundation na província de Kwazulu Natal, na África do Sul. Em apenas um ano, a região registrara em torno de 30 casos de Raiva, o que, por décadas, vinha sendo um grande problema para seus habitantes e animais. No entanto, em setembro de 2011, Kwazulu Natal contabilizou 14 meses consecutivos sem qualquer caso de Raiva humana.
Leia o Relatório de estudo de caso da Campanha Coleiras Vermelhas. >>