
Imagine um urso, acorrentado ou amarrado a um poste, sendo atacado por quatro cães descontrolados. Centenas de pessoas estão assistindo.
Os cães são treinados para ser extremamente agressivos. Sua ferocidade é motivo de orgulho para seus donos, que recolhem as recompensas financeiras desse esporte ilegal no Paquistão.
A multidão em volta sabe que o urso acorrentado sofre com mais uma limitação. Suas garras e seus dentes foram removidos – uma mutilação terrível para a qual a anestesia raramente é usada.
A ‘luta’ tem três rodadas. À medida que os cães atacam, o urso vai se cansando e enfraquecendo até não conseguir mais ficar de pé.
É nessa hora que seu rosto e pescoço ficam vulneráveis aos dentes dos cães. Enquanto mordem, os cães ficam pendurados na boca do urso, tentando trazê-lo até o chão. Se conseguirem, os cães ‘vencem’ a rodada; se o urso resistir e continuar sobre suas patas, ele ‘vence’.
Os ursos estão sujeitos a mais ferimentos que os cães nessas disputas selvagens, pois seus focinhos e suas bocas ficam dilacerados. As mandíbulas dos cães, travadas em volta do focinho do urso, são separadas por meio de varetas.
Muitos ursos ficam com cicatrizes para sempre, mas evita-se o sacrifício do urso e dos cães, pois são muito valiosos. Os ursos sobrevivem para continuar a sofrer nas mãos de seus donos.